sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tempo recorde

No dia 30 de janeiro, o centroavante Léo Andrade se contundia no clássico que o Fortaleza perdeu para o Ceará. Além da derrota, o técnico Flávio Araújo lamentou perder o artilheiro do time, por causa de uma lesão na coxa. Ao ser examinado, Léo Andrade ouviu um diagnóstico ainda preliminar sobre o caso.

Ele estava com um estiramento muscular na ordem de 2.4 centímetros no músculo adutor da coxa esquerda. Via de regra, estima-se que cada centímetro de estiramento corresponda a 15 dias de ausência para o atleta. Os médicos concluíram que a recuperação do atacante seria em torno de 24 a 30 dias, abrangendo toda a fase classificatória do primeiro turno do Campeonato Cearense deste ano. Um prejuízo certo para o time, visto que o atleta já estava bem entrosado e seu futebol começava a ter destaque na competição.

Tarde de quinta-feira no Pici, dia 10 de fevereiro. Quem foi ao Estádio Alcides Santos, ficou surpreso ao ver Léo Andrade correndo em volta do campo. "Até eu mesmo me surpreendi", confessou o traumatologista e ortopedista Glay Maranhão. Afinal, Léo retornou com apenas 10 dias após iniciar o tratamento. Foi feito um exame de imagem e não havia mais a lesão anteriormente mostrada. Glay Maranhão e outros profissionais do clube, como Sângelo Abreu e Henrique Bastos, costumam viajar para participar de congressos e ver o que há de novo na medicina esportiva. Numa dessas viagens, os médicos entraram em contato com uma tecnologia inovadora para recuperar lesões nos atletas. E é essa técnica nova que está ajudando a recuperar em tempo recorde o centroavante Léo Andrade, que, pelos métodos tradicionais de tratamento, estaria praticamente fora do primeiro turno do Campeonato Estadual.

Hoje, os médicos do Tricolor irão reunir a imprensa para explicar em detalhes como foi todo o processo de cicatrização de uma lesão preocupante para cada atleta acometido do problema de estiramento muscular.

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