
Em meio à crise que se instalou no atletismo brasileiro após a confirmação de seis casos de doping, Maurren Maggi, Fabiana Murer, Jadel Gregório e outros 39 atletas chegam ao Mundial de Berlim com a missão de não só melhorar a imagem do esporte nacional como brigar pela inédita medalha de ouro. Embora o caminho até o lugar mais alto do pódio pareça difícil em uma competição recheada de estrelas como Usain Bolt e Yelena Isinbayeva, os reforços de uma campeã olímpica e de um vice-campeão mundial animam o Brasil a fazer história na Alemanha.
Medalhista de ouro do salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim, Maurren Maggi é grande esperança brasileira na Alemanha. Após entrar para a história ao conquistar o primeiro ouro olímpico individual feminino do país, Maurren tem a chance de chegar a mais uma medalha inédita. Apesar do Brasil acumular dez pódios em mundiais, nunca conquistou o lugar mais alto. Foram cinco medalhas de prata e cinco de bronze.
Depois de Pequim, entretanto, Maurren não alcançou boas marcas. Uma lesão no joelho direito tem preocupado a saltadora, que terá adversárias difíceis em Berlim, como a americana Brittney Reese e a portuguesa Naide Gomes.
- Sei que no Mundial todos que chegam à final lutam pelo título. Eu deixei de fazer algumas competições com o pensamento no Mundial e acho que fiz certo - disse Maurren.
Atual vice-campeão mundial no salto triplo, Jadel Gregório é um dos favoritos em Berlim, mas também tem saltado longe da sua melhor marca (17,66m). No caminho, ele terá pela frente o atual líder do ranking 2009, o português Nelson Évora, e o cubano Yoandri Betanzos.
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